Renascimento Verde: Receita com Defensivos na Cana Atingirá Novo Pico em 2025!

Renascimento Verde: Receita com Defensivos na Cana Atingirá Novo Pico em 2025!

Ano Atípico para Defensivos: Quedas Marcantes no Faturamento em 2024

O ano de 2024 representou uma exceção significativa no mercado de defensivos químicos para cana-de-açúcar, com uma queda acentuada nas receitas tanto em reais quanto em dólares. Conforme o levantamento realizado pela Kynetec Brasil, houve uma redução de 18% em reais e de 14% em dólares em comparação com o ano de 2023. O faturamento, que em 2023 era de US$ 1,785 bilhão, caiu para US$ 1,530 bilhão, e em reais, de R$ 9,191 bilhões para R$ 7,545 bilhões.

A principal explicação para esse "vale" financeiro, segundo Lucas Alves, especialista em pesquisas da Kynetec, foi a normalização da oferta de moléculas essenciais, após três anos de dificuldades causadas pela pandemia e seus impactos no comércio global. No início de 2024, o mercado também foi favorecido por uma queda da cotação do dólar durante o período de aquisição dos insumos.

Os Fatores que Levaram à Queda: Recuperação e Desafios

Entre 2021 e 2023, o mercado enfrentou uma inflação elevada dos preços dos insumos devido às restrições na oferta de moléculas, fechamento de fábricas e aumento nos custos de frete. Entretanto, em 2024, esse cenário começou a se inverter à medida que a China retomou a produção em larga escala, normalizando o fornecimento mundial. Outro fator que influenciou o mercado foi o pico do dólar atingindo R$ 6,27 em dezembro de 2024, embora a maioria dos insumos já tivesse sido adquirida antes do aumento da moeda.

Lucas Alves destacou que, embora os custos tenham caído, a aplicação de defensivos nas plantações de cana-de-açúcar não diminuiu. Pelo contrário, a Área Potencial Tratada (PAT) por esses produtos avançou 4% em relação a 2023, alcançando 83,7 milhões de hectares, confirmando que esses insumos continuam sendo fundamentais para maximizar a produtividade da cana.

Expectativas para 2025: Recuperação nas Receitas e Ajustes Cambiais

Para 2025, as expectativas são mais otimistas. Espera-se uma recuperação nas receitas em reais para o setor de defensivos voltados à cultura da cana. Apesar da estabilidade dos preços em dólar, a variação cambial, com o dólar oscilando entre R$ 5,10 e R$ 5,50, deve impactar diretamente nos preços finais dos defensivos no Brasil. Isso, possivelmente, resultará em um aumento no faturamento do setor.

Apesar do cenário ainda incerto, a demanda por defensivos continua a crescer, com a grande maioria dos produtores compreendendo a importância desses insumos para o controle eficaz de pragas e a manutenção de uma colheita produtiva e saudável.

Avanço dos Insumos Biológicos no Mercado de Defensivos

Uma tendência notável no mercado é o crescente uso de defensivos biológicos, que ganharam uma participação de 7% no mercado de defensivos para cana em 2024, representando R$ 553 milhões. Dentre estes, os bioinseticidas e bionematicidas constituíram 75% do total das vendas. Essa mudança reflete uma nova compreensão dos produtores sobre a eficácia de soluções biológicas, especialmente no controle de nematoides, que se mostram cada vez mais adotadas nas plantações.

Lucas Alves destaca que o uso de biológicos está em crescimento, e ultrapassa o setor de químicos, cuja consolidação já está estabelecida há tempo. A percepção dos produtores de que os biológicos são eficientes está aumentando sua adoção como um complemento ou alternativa aos produtos químicos tradicionais.

Desempenho dos Defensivos e o Impacto nas Pragas

Segundo o levantamento da Kynetec, os herbicidas continuam sendo os produtos defensivos mais utilizados nos canaviais, respondendo por 52% da movimentação, o equivalente a R$ 3,9 bilhões. Logo em seguida estão os inseticidas, que somaram 34% da movimentação, totalizando R$ 2,6 bilhões.

Os principais desafios continuam sendo as pragas, com destaque para as cigarrinhas, que demandaram R$ 916 milhões em defensivos, e a Sphenophorus, com R$ 802 milhões, mostrando crescimento. A broca-da-cana também foi significativa, movimentando R$ 610 milhões. Esses valores demonstram a importância de estratégias de manejo efetivas para reduzir os danos causados por essas pragas invasivas.

Demografia do Mercado Agroquímico e Perspectivas Futuras

A análise de mercado também abordou o perfil dos tomadores de decisão no setor agroquímico da cana-de-açúcar. Segundo a Kynetec, 75% das áreas cultivadas são administradas por unidades produtoras de açúcar, etanol e energia, enquanto os fornecedores controlam os 25% restantes. A área total cultivada com cana nas regiões cobertas pelo estudo cresceu 3% em 2024, atingindo 8,9 milhões de hectares. Os principais estados produtores foram São Paulo, que concentrou 56% dessa área, seguido por Goiás, com 12% e Minas Gerais-Espírito Santo, com 11%.

Os desafios de 2024 acabaram por reforçar a importância do setor, com os técnicos da Kynetec percorrendo 51 mil quilômetros em dez estados, abrangendo 480 unidades produtivas. Esse estudo contínuo permitirá que o setor se prepare melhor para enfrentar as flutuações financeiras e escapem de eventuais "vales" futuros, especialmente com base no aprendizado obtido durante um ano tão atípico.




#Após #vale #atípico #receita #defensivos #para #cana #deve #recuperar

Total
0
Shares
Previous Article
Braskem Inova: A Revolução do Polipropileno Biológico nos EUA Está a Caminho!

Braskem Inova: A Revolução do Polipropileno Biológico nos EUA Está a Caminho!

Next Article
Revolução na Segurança: Como Compostos de Poliolefinas Sem Halógenos Transformam a Proteção Contra Fogo!

Revolução na Segurança: Como Compostos de Poliolefinas Sem Halógenos Transformam a Proteção Contra Fogo!

Related Posts