Acordo Comercial com a China: O que a Indústria Precisa Saber para Proteger Seus Investimentos

Acordo Comercial com a China: O que a Indústria Precisa Saber para Proteger Seus Investimentos

A Importância da Indústria Brasileira na Era do Comércio Global

A recente discussão sobre um possível acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a China trouxe à tona preocupações significativas por parte da Coalizão Indústria, que reúne 14 associações de 13 setores produtivos no Brasil. De acordo com os líderes da indústria, esse acordo pode impactar negativamente os investimentos projetados, resultando em uma diminuição de 57% até 2027, ou R$ 825,8 bilhões.

Preocupações da Indústria Brasileira

No evento realizado no dia 25 de outubro, os representantes das associações expressaram a insegurança relacionada a um cenário de queda nos investimentos. José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast, destacou que as indústrias brasileiras enfrentam desafios cada vez maiores diante da robustez do mercado chinês. A Coalizão defende a não assinatura do acordo e sugere um aumento da alíquota de importação de produtos chineses, comparando as práticas protecionistas de nações como os EUA e a União Europeia.

A Balança Comercial e Seus Desafios

Conforme dados da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), a previsão é de que o déficit da balança comercial de manufaturados alcance US$ 135 bilhões em 2024, um aumento significativo em relação aos US$ 108,3 bilhões do ano anterior. Essa situação gera um clima de incerteza que pode atrasar investimentos e prejudicar a capacidade de produção das indústrias nacionais.

O Efeito Chinês no Setor Industrial

Especialistas, como Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq, alertam que a capacidade da China de cortar preços compromete a competitividade dos produtos brasileiros, mesmo quando os custos de produção em ambos os países são semelhantes. Marco Pollo Mello, da Aço Brasil, vai além e menciona que algumas empresas podem enfrentar falências até que os processos de “antidumping” sejam implementados, ressaltando a pressão que a indústria brasileira está enfrentando.

O Impacto das Importações no Setor Têxtil

O setor têxtil, representado por Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente da Abit, é um dos mais afetados. Com um aumento de 13% nas importações de janeiro a julho de 2023, a produção de vestuário cresceu apenas 1,3%. Essa diferença demonstra o desafio que as indústrias locais estão enfrentando em um ambiente onde as importações estão crescendo rapidamente.

Considerações Finais

A situação atual exige atenção e ação por parte dos responsáveis pela política econômica. Os altos níveis de importação, especialmente de países com práticas comerciais agressivas, podem comprometer o futuro da produção nacional. A Coalizão Indústria, portanto, se posiciona contra a assinatura do acordo em busca de um ambiente mais equilibrado para os negócios e os produtos fabricados no Brasil.

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