Exportações de Frango em Alta: Como Isso Revoluciona o Mercado de Ração Animal!

Exportações de Frango em Alta: Como Isso Revoluciona o Mercado de Ração Animal!

Exportações de Frango e a Influência na Demanda por Ração Animal

Nos últimos anos, o Brasil se consolidou como um dos maiores exportadores de carne de frango do mundo. A expectativa é que as exportações alcancem 5,4 milhões de toneladas até 2025, um crescimento significativo que gera repercussões diretas na demanda por ração animal. Esta expansão ocorre principalmente em mercados estratégicos como China e União Europeia, que apresentam uma crescente demanda por proteínas de qualidade.

Segundo Ariovaldo Zani, CEO do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), essa relação entre a demanda por carne de frango e a necessidade de ração é quase uma matemática simplista: “fazemos uma aritmética reversa, calculando a quantidade de ração necessária para cada quilo de frango produzido.” A ligação entre as exportações e a ração animal é, portanto, inegável e central para entender como o setor se prepara para atender às demandas externas.

Os Desafios dos Custos de Produção

Apesar do crescimento das exportações, os altos custos de produção, especialmente do milho, têm gerado preocupações. O milho, que representa de 60% a 70% dos ingredientes da ração animal, se tornou um ponto focal das mudanças no setor. O aumento nos preços do milho, impulsionado por fatores econômicos como a desvalorização do real e a demanda crescente por biocombustíveis, impacta diretamente o custo da alimentação animal.

O efeito cascata deste aumento dos custos não só encarece a produção de carne de frango, mas também tem implicações para os consumidores, refletindo em preços mais altos nas prateleiras dos supermercados. Este cenário exige ação estratégica tanto de produtores quanto de fornecedores de insumos, para que o impacto no mercado final seja minimizado.

Alternativas Sustentáveis na Formulação de Rações

Com o intuito de enfrentar o desafio dos altos custos, o Sindirações está explorando alternativas viáveis para a formulação de ração. Zani destaca que o uso de ingredientes como o sorgo e cereais de inverno é uma estratégia que pode substituir parte do milho, permitindo uma maior flexibilidade na produção e reduzindo a dependência de um único alimento.

Além disso, a introdução do DDG (Dried Distillers Grains) como uma opção de ingrediente representa uma inovação no mercado. Essa solução não apenas melhoraria a sustentabilidade da produção de ração, mas também poderia potencialmente oferecer aos produtores uma alternativa mais econômica e abundante.

Tecnologia e Inovação como Fatores-Chave

A utilização de tecnologia avançada é outra estratégia em destaque. O Sindirações tem realizado investimentos significativos em inovação, especialmente na utilização de aditivos nutricionais. Esses aditivos, como enzimas e aminoácidos, têm a capacidade de melhorar a digestibilidade dos nutrientes, fazendo com que uma menor quantidade de ração resulte na mesma produção de carne.

Além disso, tecnologias modernas de manejo e maximização dos recursos estão sendo aplicadas. Por exemplo, sistemas automatizados de monitoramento da saúde animal ajudam a identificar necessidades nutricionais específicas, permitindo ajustes rápidos na formulação da ração. Essa abordagem não só melhora a eficiência, mas também apóia a sustentabilidade do setor.

Aparceiras com Produtores e Abastecimento

Uma relação forte e colaborativa com os produtores de grãos é fundamental para garantir o abastecimento de insumos a preços competitivos. O Sindirações não apenas fornece suporte técnico, mas também incentiva práticas sustentáveis entre os produtores. Essa parceria é vital para que ambos os segmentos, tanto de criação de gado quanto de produção de ração, sejam mutuamente beneficiados.

Além disso, o foco em cooperativas e associações locais permite que pequenos e médios produtores acessem informações e práticas que garantem competitividade e sustentabilidade. Com isso, o sindicato fortalece a cadeia produtiva, promovendo não apenas a eficiência econômica, mas também a responsabilidade social.

O Futuro do Setor de Ração Animal no Brasil

Apesar dos desafios enfrentados, Ariovaldo Zani se mostra otimista em relação ao futuro do setor. O Brasil, segundo ele, é uma “ilha de excelência” na produção de carne de frango. O país apresenta uma vantagem única: está livre de várias doenças que afetam outros grandes produtores. Este status de sanidade nacional é um ativo valioso que permite ao Brasil manter sua relevância no mercado internacional.

O crescente reconhecimento da qualidade dos produtos brasileiros por mercados internacionais é um sinal alentador. Com isso, a expectativa é que o Brasil continue a atrair investimentos e aumentar sua participação nas exportações. O Sindirações está comprometido em assegurar que essa trajetória de crescimento seja acompanhada por um atendimento às demandas sustentáveis do mercado.

Conclusão: Rumo à Sustentabilidade e Competitividade

Em resumo, o setor de ração animal no Brasil está passando por um momento de evolução impulsionada pela demanda crescente por carne de frango. As estratégias adotadas pelo Sindirações, como a diversificação de ingredientes e o investimento em tecnologia, são cruciais para lidar com os desafios dos custos de produção.

Garantir a acessibilidade da carne de frango para o consumidor final, enquanto se encaminha para soluções sustentáveis e inovadoras, será um dos principais desafios para o futuro. Dessa forma, não apenas se propiciará um setor robusto e dinâmico, mas também se contribuirá para o bem-estar do consumidor e a saúde econômica do país.




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