Governo do Estado de São Paulo Anuncia Feirão de Imóveis Agropecuários para 2025
Em um desdobramento importante para o setor imobiliário agropecuário, o Governo do Estado de São Paulo confirmou que pretende iniciar um feirão de imóveis relacionados à agricultura em 2025. O Secretário da Agricultura de São Paulo, Guilherme Piai, anunciou que o governo começará o processo de venda de áreas de institutos de pesquisa agropecuária, destacando a importância de tais ações para revitalizar os recursos financeiros do estado.
O primeiro local destacado para venda é a Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento em Agricultura Ecológica, situada em São Roque. Com 436,4 mil metros quadrados e avaliada em R$ 107,431 milhões pelo Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), essa unidade marca apenas o início de uma série de vendas planejadas pelo governo.
Impactos no Setor de Pesquisa Agropecuária
O anúncio gerou preocupações significativas no setor científico e entre os representantes do agronegócio. De acordo com o Secretário Piai, o planejamento inclui uma audiência com a comunidade científica para discutir o uso dessas áreas. A audiência tem como objetivo esclarecer as decisões do governo, mas também abre espaço para o diálogo com stakeholders sobre o futuro da pesquisa agropecuária no estado.
Entre as principais críticas está o potencial impacto negativo sobre as pesquisas agropecuárias, já que algumas dessas áreas desempenham papéis fundamentais em termos de desenvolvimento e inovação no setor agrícola.
Retirada de Áreas Estratégicas do Feirão
Diante da pressão, o governo decidiu recuar da venda de algumas áreas estratégicas. A Fazenda Santa Elisa, em Campinas, e o Centro Avançado de Pesquisa em Jundiaí foram inicialmente candidatos à venda. Ambos os locais são considerados referências em suas respectivas áreas de pesquisa.
A Fazenda Santa Elisa é um dos centros de pesquisa agronômica mais reconhecidos, com importante contribuição para a cafeicultura e para programas de melhoramento genético. Em Jundiaí, o Centro Avançado é essencial para o desenvolvimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para a agricultura, posicionado estrategicamente ao lado de um importante aeroporto e rodovias.
Debate sobre Patrimônio e Desenvolvimento Econômico
Guilherme Piai defendeu a decisão do governo, afirmando que as áreas visadas atualmente não apresentam retorno significativo ao estado e que a geração de receita com essas vendas pode ser direcionada para melhoria dos salários de pesquisadores e para novas iniciativas de pesquisa.
O debate sobre a venda de patrimônio público levanta questões sobre o balanço entre preservação do legado científico e a necessidade de desenvolvimento econômico do estado. A administração estadual está preparada para enviar um projeto de lei à Assembleia Legislativa que define que 20% da receita gerada pelas vendas serão destinadas a pesquisas agrícolas e valorização de carreiras na área.
Dificuldades Legais e Preservação do Patrimônio
Algumas áreas enfrentam barreiras legais em relação à venda, como é o caso do centro de pesquisa em Jundiaí, protegido por uma lei municipal que tomba sua área. Essa situação gerou uma tensão adicional entre assegurar a preservação do patrimônio e a intenção de venda.
O Secretário da Agricultura sugere que questões legais não devem impedir o avanço do feirão, mas reconheceu que obstáculos como esses podem exigir abordagens diferenciadas para que se chegue a um consenso sem comprometer as metas futuras do estado.
Próximos Passos e Expectativas para o Feirão
As expectativas em torno do feirão de imóveis agro são altas, especialmente porque ele representa uma iniciativa significativa na busca por novos recursos para o Estado de São Paulo. Está previsto que detalhes mais abrangentes sobre as vendas e o projeto de lei complementar sejam anunciados durante a Agrishow, evento que será realizado em Ribeirão Preto.
Com o anúncio do feirão, o governo paulistano sinaliza sua intenção de abrir novos caminhos para o desenvolvimento econômico. Ao mesmo tempo, reconhece a necessidade de definir critérios específicos que possibilitem o crescimento do estado sem desvalorizar áreas de importância crucial para a pesquisa em agronegócio.
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