Plástico PEAD ou aço: qual reduz mais o custo de manutenção

Plástico PEAD ou aço: qual reduz mais o custo de manutenção

Custo de manutenção em foco: o que realmente pesa no orçamento

Quando o tema é reduzir despesas recorrentes, o material dos lockers sai do detalhe e entra no centro da decisão. Em áreas com umidade, variações de temperatura e limpeza frequente, a escolha entre PEAD (polietileno de alta densidade) e aço define quantas horas de manutenção serão necessárias, o intervalo entre intervenções e até o tempo de parada de uso. Para gestores de frigoríficos, hospitais, academias, clubes e lavanderias industriais, isso se traduz diretamente em custo por mês e por unidade instalada.

Além do investimento inicial, entram na conta pintura, solda, troca de componentes, oxidação, higienização e auditorias de conformidade. Em muitos cenários, especialmente nos que exigem lavagens intensivas, os armários para vestiário ficam expostos a agentes que aceleram o desgaste. Entender como cada material reage a esse contexto evita surpresas no orçamento ao longo dos anos.

PEAD e aço sob a lupa: resistência, corrosão e desgaste

O PEAD é um plástico de engenharia com alta resistência a impactos e excelente inércia a água, sais e agentes de limpeza usuais. Como não possui pintura nem camadas metálicas expostas, não há lascamento de película, bolhas ou necessidade de repintura. Superfícies contínuas e não porosas favorecem a limpeza frequente sem perda estética, mantendo o aspecto original por longos períodos mesmo em áreas molhadas e vaporizadas.

O aço, por sua vez, pode oferecer boa rigidez estrutural, mas requer proteção de superfície. Em ambientes úmidos ou com respingos de produtos de limpeza, a camada protetiva demanda inspeção, retoques e, periodicamente, repintura. Quando a pintura é danificada por impacto, abrasão ou ferragens, a oxidação tende a avançar a partir dos pontos expostos, elevando a frequência de intervenções. Em termos de manutenção, isso significa agenda mais carregada e custos de materiais e mão de obra recorrentes.

Limpeza e sanitização: frequência, produtos e esforço operacional

A rotina de limpeza pesa no custo total, especialmente onde há lavagens diárias. Em PEAD, a compatibilidade com água, detergentes neutros e desinfetantes de uso corrente reduz etapas preparatórias e tempo por ciclo: não é preciso cobrir partes para evitar respingos em pintura e não há janela de “cura” pós-lavagem. Isso diminui o tempo de indisponibilidade e simplifica o check-list de limpeza.

No aço pintado, a equipe precisa zelar para que os produtos e métodos não ataquem a película. Escovas rígidas podem riscar; produtos mais alcalinos ou com solventes exigem diluições precisas; e jatos de alta pressão, quando mal direcionados, desplacam tinta em bordas e cantos. Cada cautela adiciona minutos por ciclo e riscos de retrabalho. Em escala, esses minutos viram horas de equipe, faturadas mês a mês.

TCO em 10 anos: modelo de cálculo e exemplo numérico

Para comparar de forma objetiva, use o TCO (Total Cost of Ownership): TCO = Investimento Inicial (CapEx) + Manutenção Programada + Manutenção Corretiva + Consumíveis + Tempo de Parada (custo/hora × horas). O ideal é calcular por unidade e depois multiplicar pelo total instalado, considerando seu regime real de uso e limpeza.

Exemplo ilustrativo para 50 módulos em área úmida com lavagens diárias (valores hipotéticos): aço pintado: CapEx R$ 100.000; repinturas nos anos 3, 6 e 9 (R$ 15.000 cada = R$ 45.000); corretivas médias R$ 5.000/ano (R$ 50.000 em 10 anos); tempo de parada/higienização adicional R$ 3.000/ano (R$ 30.000). TCO aço = R$ 225.000. PEAD: CapEx R$ 120.000; corretivas médias R$ 2.000/ano (R$ 20.000 em 10 anos); tempo de parada/higienização R$ 2.100/ano (R$ 21.000). TCO PEAD = R$ 161.000. Nesse cenário, o PEAD entrega economia de R$ 64.000 em 10 anos (≈28%).

  • Anote seus números reais (mão de obra/hora, frequência de lavagem, custo de tinta/consumíveis, histórico de corretivas) e replique o cálculo.
  • Se sua área é muito úmida ou com agentes químicos frequentes, projete mais repinturas e corretivas para o aço; o impacto no TCO cresce rapidamente.
  • Inclua o custo de indisponibilidade: lockers fora de uso geram trocas de turno mais lentas e filas em vestiários.

Normas, inspeções e garantias: custos que ninguém quer descobrir na auditoria

Vestiários de estabelecimentos como frigoríficos, serviços de saúde e lavanderias estão sujeitos a auditorias internas e externas. Ter mobiliário que atenda à NR24 e facilite a higienização minimiza não conformidades, retrabalhos e substituições emergenciais. Produtos com propriedades antimicrobianas e superfícies laváveis reduzem apontamentos recorrentes em inspeções de rotina.

A Macam Brasil fabrica armário em PEAD para vestiário com foco em higiene, durabilidade e garantia de 10 anos. Em termos de custo, garantias longas e suporte técnico estruturado reduzem o risco financeiro de corretivas fora de orçamento. Some isso ao fato de que o PEAD não requer pintura e você elimina uma das linhas mais caras do ciclo de manutenção.

Checklist de compra: quando escolher PEAD e quando optar por aço

Ambientes com lavagem diária, vapores, salpicamento de água ou agentes químicos leves favorecem o PEAD pela estabilidade dimensional e ausência de pintura. Áreas com alto tráfego e necessidade de limpeza rápida, como academias e vestiários de produção, também colhem ganhos em disponibilidade e padronização de aparência ao longo do tempo.

O aço pode ser considerado em zonas secas, com menor frequência de limpeza úmida e onde existam barreiras físicas adequadas contra impactos e respingos. Nesses casos, planeje repinturas preventivas e inspeções periódicas para preservar o acabamento e manter a conformidade visual exigida por auditorias.

  • Umidade/limpeza frequente: priorize PEAD.
  • Exposição a respingos salinos ou desinfetantes: priorize PEAD.
  • Zona seca e pouco lavada: aço ou PEAD, conforme logística e orçamento.
  • Meta de baixa parada: favorece PEAD pela limpeza rápida.
  • Prazo de garantia e disponibilidade de peças: compare prazos e kits de ferragens.

Aplicações em campo: frigoríficos, hospitais, academias e lavanderias

Em frigoríficos, o ciclo “lavar-secar” é intenso e a umidade é permanente. O PEAD mantém a aparência e o fechamento das portas estável, ajudando a evitar trocas prematuras de componentes. Em hospitais e clínicas, onde a limpeza é rigorosa, superfícies não porosas e ferragens com boa vedação prolongam a vida útil e reduzem chamados de manutenção.

Em academias e clubes, a resistência a impactos e a facilidade de limpeza reduzem a indisponibilidade entre picos de uso. Já em lavanderias industriais, a alternância de calor, vapor e respingos exige mobiliário que não descasque nem oxide com o tempo; nesse cenário, o PEAD oferece previsibilidade de custos e rotina simples por toda a vida útil do locker para vestiário.

Instalação, retrofit e modularidade: atalhos para economizar sem parar a operação

Sistemas modulares em PEAD permitem trocas de portas, nichos ou fechaduras por módulos, sem desmontar fileiras inteiras. Isso reduz o tempo de intervenção por chamado e evita que áreas inteiras fiquem bloqueadas durante pequenos reparos. Em projetos de retrofit, reaproveitar a base e substituir apenas partes móveis acelera a entrega e preserva o fluxo de pessoas.

No aço, planeje intervenções por blocos e alinhe janelas de baixa demanda para minimizar impacto operacional. Independente do material, padronizar ferragens, adotar fechaduras compatíveis entre setores e manter um pequeno estoque de kits de reposição reduz deslocamentos e agiliza o SLA de manutenção.

Previous Article
Victor Sales assume produto na MCassab — sinais de uma nova rota em nutrição e saúde animal

Victor Sales assume produto na MCassab — sinais de uma nova rota em nutrição e saúde animal

Related Posts