A produtora mineira Filmes de Plástico anunciou que O Último Episódio, longa de Maurílio Martins, estreia nos cinemas brasileiros em outubro de 2025. A trama se passa em Contagem (MG), no início dos anos 1990, e acompanha Erik, um garoto de 13 anos que inventa possuir uma fita raríssima com o “último episódio” do desenho Caverna do Dragão para impressionar Sheila. A partir dessa mentira, ele e os amigos precisam lidar com as consequências, em uma história que aciona memórias de uma geração formada pela TV aberta e pelas locadoras de bairro.
O elenco reúne o protagonista Matheus Sampaio e participações de Rejane Faria (Marte Um), Babi Amaral (No Coração do Mundo) e dos cineastas Gabriel Martins e André Novais Oliveira. A trilha tem curadoria de John Ulhôa e Richard Neves, da banda Pato Fu, e inclui uma nova interpretação do clássico dos anos 1980 “Qualquer Jeito”, agora na voz de Fernanda Takai. O projeto reforça o vínculo da produtora com Minas Gerais, tanto no recorte geográfico quanto no olhar cotidiano para os personagens.
Ao apostar em humor, afeto e situações típicas da adolescência, o filme mira públicos diferentes: quem cresceu na virada dos anos 1980 para 1990 e guarda a lembrança de maratonas de desenhos na TV e de fitas VHS, e adolescentes de hoje que reconhecem na tela dilemas sobre amizade, pertencimento e a pressão por aceitação. O Último Episódio chega como novo capítulo da filmografia recente de Minas, que ganhou projeção nacional com títulos como Marte Um e No Coração do Mundo.
Estreia em outubro de 2025: o que já está definido
A confirmação da estreia para outubro de 2025 posiciona O Último Episódio no calendário do circuito comercial brasileiro do segundo semestre, período tradicionalmente ocupado por produções nacionais voltadas ao público jovem e à temporada de prêmios locais. A janela amplia a possibilidade de sessões em praças com histórico de bom desempenho para filmes mineiros, como Belo Horizonte e região metropolitana, além de capitais do Sudeste e do Nordeste onde a produtora já consolidou público com lançamentos anteriores.
A data exata de lançamento e o tamanho do circuito serão divulgados mais perto da estreia, conforme a estratégia de distribuição. O posicionamento por mês, porém, permite a organizadores de mostras, cineclubes e redes independentes planejarem sessões de pré-estreia ou debates temáticos que dialoguem com os anos 1990, com a cultura das fitas e com a memória televisiva que norteia o enredo.
Sinopse: a mentira da fita rara move a trama
Erik é um adolescente em Contagem que, para se aproximar de Sheila, diz ter em casa uma fita com o suposto “último episódio” de Caverna do Dragão. A história, contada numa época em que o acesso a conteúdos audiovisuais dependia de programação de TV e de locadoras, vira uma bola de neve. A promessa de exibir a fita em uma reunião de amigos o empurra para uma jornada improvisada, na qual cada pequeno tropeço exige novas invenções para que o plano não desmorone.
O desenho animado, fenômeno no Brasil nos anos 1980, alimentou boatos sobre capítulos perdidos e finais alternativos. O Último Episódio usa esse imaginário popular como gatilho dramático, sem se apoiar em referências internas ao universo de fantasia do desenho. O foco está em como a necessidade de aceitação e o desejo de ser notado provocam decisões precipitadas na adolescência. A partir disso, o filme constrói um mosaico de situações reconhecíveis: o grupo de amigos com temperamentos complementares, a casa dos pais com regras negociadas, as ruas de bairro como território de descobertas e o medo de admitir a verdade na hora certa.
Contagem (MG) no início dos anos 1990: cenário que é personagem
A cidade de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, não aparece apenas como pano de fundo. O retrato do início dos anos 1990 é construído por elementos de cenário, figurino e hábitos que ajudam a situar o espectador. Postes, fachadas comerciais, telefones públicos, bancos de praça e escolas com quadras abertas devolvem à tela uma ambiência de bairro que convida à circulação a pé e aos encontros espontâneos. São escolhas que dão verossimilhança e aproximam a história do cotidiano de famílias trabalhadoras, ponto de partida frequente dos filmes do coletivo mineiro.
Essa geografia também influencia o ritmo da narrativa. Ao acompanhar deslocamentos curtos, o roteiro encontra oportunidades para diálogos e pequenas tensões: um combinado que cai por terra, a chance de um pacto de silêncio, o risco de alguém “entregar” o protagonista. A cronologia dos fatos, marcada por idas e vindas em espaços conhecidos, cria a sensação de que um bairro inteiro observa, comenta e participa, mesmo quando não está em cena. O cenário, assim, ajuda a explicar o tamanho do problema que Erik cria ao inventar a fita rara.
Elenco: rostos de Minas e participações que dialogam com a história
Matheus Sampaio assume o papel de Erik, personagem que exige leveza cômica e uma medida de fragilidade. O protagonista precisa convencer os colegas de que fala sério, ao mesmo tempo em que mantém a plateia ciente do risco que corre a cada nova promessa. É a partir dele que o filme organiza o olhar para os amigos, para Sheila e para os adultos que orbitam a trama. O desenho de atuação pressupõe reações rápidas e o entendimento de que, para um adolescente, um boato pode crescer mais que a realidade.
Entre os coadjuvantes, a presença de Rejane Faria, Babi Amaral, Gabriel Martins e André Novais Oliveira acrescenta camadas de reconhecimento para quem acompanha a produção mineira recente. O grupo tem histórico de retratar a vida cotidiana com afeto e atenção aos detalhes, o que se reflete em personagens que não viram “tipos” simplificados. A expectativa é que esses papéis funcionem como contraponto para as escolhas impulsivas de Erik, oferecendo conselhos, barreiras ou até distrações que empurram o enredo para a próxima enrascada.
Trilha sonora: assinatura de Pato Fu e a nova leitura de “Qualquer Jeito”
A trilha, idealizada por John Ulhôa e Richard Neves, da banda Pato Fu, parte de uma memória afetiva dos anos 1980 e início dos 1990, mas busca timbres e arranjos que funcionem para um público contemporâneo. Em vez de apenas empilhar referências de época, a proposta é usar a música como narradora silenciosa do estado de espírito dos personagens. Sintetizadores, linhas de baixo com pegada dançante e guitarras limpas podem aparecer para marcar momentos de euforia adolescente, enquanto texturas mais discretas reforçam as cenas em que Erik precisa escolher entre esconder e confessar.
O destaque fica para a nova versão de “Qualquer Jeito”, canção associada à memória televisiva brasileira e regravada na voz de Fernanda Takai. A faixa carrega familiaridade para quem viveu a época, mas chega com interpretação e produção atualizadas. Em um filme sobre coragem para lidar com as consequências do que se diz, a letra ganha leitura curiosa e pode funcionar como comentário indireto sobre o percurso do protagonista. É uma ponte entre passado e presente que conversa com a proposta de reencenar hábitos e afetos da juventude de então, sem abrir mão de um acabamento sonoro de hoje.
Caverna do Dragão: a lenda do “último episódio” e seu efeito cultural
Transmitido em diferentes janelas de TV no Brasil, Caverna do Dragão alimentou, por décadas, boatos sobre episódios perdidos e um suposto capítulo final capaz de encerrar a jornada dos protagonistas. Muito antes de serviços digitais e de buscas imediatas, a confirmação de qualquer rumor dependia de fitas, reprises e relatos de amigos. A cultura da escassez e da dúvida ajudou a transformar pequenas notícias de pátio de escola em grandes histórias, repetidas como se fossem verdade. O Último Episódio se apropria desse caldo de imaginação coletiva para situar um conflito típico da adolescência.
Ao usar a “fita lendária” como motor do enredo, o longa não tenta recontar a mitologia do desenho, mas examina como funcionavam a expectativa, a credulidade e a vergonha na troca entre colegas. A graça está em observar a lógica de promessas feitas “qualquer jeito” e a engenharia improvisada que surge quando é preciso sustentar uma afirmação para não perder status diante do grupo. É um estudo sobre pertencimento, em que o objeto de desejo — a fita com o suposto final — importa menos do que o vínculo que pode se criar ou se romper por causa dela.
Maurílio Martins e o DNA da Filmes de Plástico
Diretor mineiro, Maurílio Martins vem da mesma cena que projetou a Filmes de Plástico no cenário nacional. A assinatura do grupo tem características reconhecíveis: histórias ancoradas no cotidiano, atenção aos espaços de vizinhança e personagens que lidam com decisões difíceis em ambientes familiares. Em O Último Episódio, esse repertório se soma a uma pulsação juvenil, com situações que alternam comédia, constrangimento e momentos de sinceridade capazes de reorganizar relações entre amigos, pais e filhos e namoros em formação.
A produtora, com trajetória marcada por títulos lembrados pelo público e pela crítica, reaparece aqui com um projeto que reafirma o recorte de Minas Gerais como origem e território simbólico. O uso de Contagem como eixo da narrativa aponta para a ideia de que as grandes histórias podem nascer de pequenas ruas, de salas de estar e de pátios de escola. A escolha também reforça uma política de filmar perto, em diálogo com equipes locais e com repertórios de atores e atrizes que já mostraram sintonia com esse universo.
O lugar do filme na produção mineira recente
Nos últimos anos, o cinema feito em Minas Gerais ganhou destaque com longas que equilibram intimismo e ambição de linguagem. Nesse contexto, O Último Episódio surge como peça que conversa com a memória afetiva de quem acompanhou a expansão dessa filmografia e, ao mesmo tempo, busca o público jovem que se reconhece no recorte escolar e nas travessias da adolescência. O tema central — a gestão de uma mentira que cresce — é universal, mas a forma de contá-lo guarda especificidades de sotaque, humor e ritmo do cotidiano mineiro.
Ao retomar referências à TV aberta e ao circuito das locadoras, o filme se insere numa tendência de longas que revisitam práticas de consumo de audiovisual hoje quase desaparecidas. Essa reencenação não serve apenas para “matar a saudade”: ela ajuda a entender como a experiência coletiva de assistir a algo — esperando o horário da sessão, combinando com amigos, discutindo depois — moldava laços e criava hierarquias no grupo. Em uma história sobre coragem para admitir a verdade, essas engrenagens sociais importam tanto quanto a busca pela tal fita.
Recursos de linguagem: humor contido, ritmo de bairro e pequenos clímax
A combinação de humor contido com observação do cotidiano é um dos caminhos escolhidos para sustentar a narrativa. As situações cômicas não aparecem como números isolados, mas como resultado de decisões anteriores dos personagens. Uma conversa mal interpretada, um combinado quebrado ou um pedido de ajuda mal formulado rendem cenas que fazem avançar a trama e revelam o que está em jogo para cada pessoa envolvida. O riso, quando vem, costuma vir acompanhado da percepção de que as consequências se aproximam.
O ritmo de bairro também guia a montagem. Em vez de cortes frenéticos, a câmera encontra tempo para olhar as ruas, os portões, os quintais e os corredores das escolas. Esses espaços contam, sem palavras, quais são os códigos ali. É nesse compasso que as amizades se provam, que as promessas feitas “na calçada” precisam ser cumpridas e que a vergonha de voltar atrás pode ser maior que qualquer bronca. O resultado é um filme que aposta na identificação, buscando o espectador pelo reconhecimento do gesto banal que, de repente, muda o dia de todo mundo.
Para quem é “O Último Episódio”
O desenho do enredo conversa diretamente com quem viveu a transição do final dos anos 1980 para os 1990, período lembrado por trilhas com guitarras e teclados marcantes, além de programas infantis que ocupavam as manhãs da TV. Mas a história também se dirige a adolescentes de hoje, que reconhecem as pressões da vida em grupo, o poder de uma narrativa bem contada e o medo de desapontar quem se gosta. O filme busca equilibrar as duas camadas: uma camada de memória para uns e uma de identificação imediata para outros.
Como o longa foi construído a partir de situações familiares e dilemas éticos acessíveis, a classificação indicativa tende a dialogar com públicos a partir da pré-adolescência, o que costuma ampliar o alcance nas primeiras semanas de exibição. A presença de atores e atrizes com trajetória em produções mineiras e a trilha capitaneada por nomes ligados a Belo Horizonte ajudam a mobilizar fãs regionais e curiosos de outras praças, compondo um público potencial diverso e intergeracional.
Serviço e o que esperar até a estreia
Com a confirmação de outubro de 2025 como mês de lançamento, a expectativa se volta para os materiais de divulgação que costumam anteceder a estreia. Pôsteres, teasers e um trailer completo devem detalhar melhor a dinâmica entre Erik, Sheila e o grupo de amigos, além de oferecer os primeiros trechos da trilha com a nova interpretação de “Qualquer Jeito”. As redes de cinema normalmente abrem a pré-venda nas duas semanas anteriores à chegada aos cartazes; a definição de cidades e horários é divulgada conforme a estratégia de cada circuito.
Para orientar quem quer acompanhar as novidades do filme e se programar, veja pontos que costumam ser publicados nos canais oficiais de produções nacionais perto do lançamento. São marcos que ajudam o público a identificar quando o material promocional está completo e quando a programação das salas começa a surgir:
- Divulgação do pôster definitivo e de peças com foco nos personagens centrais.
- Lançamento de teaser com 30 a 60 segundos destacando o conflito da “fita” e o tom do filme.
- Publicação do trailer completo com trechos da trilha e da regravação de “Qualquer Jeito”.
- Lista de cidades e cinemas da primeira semana, com indicação de sessões de fim de semana.
- Abertura da pré-venda nos principais aplicativos e bilheterias físicas.
- Agenda de pré-estreias e debates em centros culturais e mostras regionais.
Cultura das fitas: como o VHS molda a narrativa
Nos anos 1990, a fita VHS era o suporte doméstico de circulação de filmes e programas gravados da TV. Ter uma gravação “rara” dava prestígio entre amigos e abria a porta para reuniões na sala de casa, com direito a pipoca e remarcação de horários para caber todo mundo. O Último Episódio usa esse ritual como elemento dramático: quando Erik promete exibir a fita, ele cria, sem perceber, uma sessão pública, com hora marcada e testemunhas. A mentira, que poderia ter sido esquecida numa conversa de corredor, ganha corpo e público, o que torna mais difícil voltar atrás.
Detalhes técnicos de época também ajudam a dar textura: as capas improvisadas com etiquetas, o receio de emprestar e não receber de volta, a necessidade de rebobinar antes de devolver à locadora. São gestos que hoje parecem pequenas curiosidades, mas que ditavam a etiqueta de convivência de então. Ao trazer esses elementos, o filme oferece ao espectador jovem um retrato de como a circulação de conteúdo dependia de acordos locais e de algum trabalho manual, coisa de que a geração do streaming muitas vezes só ouviu falar.
Amizade, pertencimento e a coragem de dizer a verdade
Mais do que desvendar se a fita existe, a narrativa se debruça sobre a amizade e seus limites. Um amigo que acoberta pode, na mesma medida, exigir sinceridade em outro momento; quem promete ajudar cobra reciprocidade quando a situação aperta. Em O Último Episódio, os pactos são testados, e a linha entre “ajudar” e “alimentar a bola de neve” fica cada vez mais tênue. O retrato se aproxima de experiências comuns de adolescência, em que grupos constroem seu próprio código de honra e redefinem lealdades diante de provas inesperadas.
A coragem de dizer a verdade aparece como um tema central. O passo de admitir uma invenção não é trivial quando a reputação no grupo está em jogo. O filme se interessa por esse instante e pelo que ele causa: perdas inevitáveis, ganhos possíveis e reconfigurações de afeto. Ao escolher essa via, a história estabelece um diálogo direto com espectadores de idades diferentes, cada qual podendo reconhecer em si um momento em que foi preciso recalibrar quem se é diante dos outros.
Fotografia, direção de arte e referências sem excesso
A reconstrução dos anos 1990 tende a evitar o acúmulo de objetos por si só. Em vez de vitrines nostálgicas, a direção de arte foca em como cada elemento de cena colabora para a ação: uma estante com fitas organizadas, um pôster na parede que sinaliza gostos, a toalha da mesa que denuncia o dia da semana. A fotografia acompanha essa economia, alternando luz natural com reforços que destacam rostos e gestos, sem transformar o período em caricatura visual. O resultado esperado é uma ambientação que sugere a época sem precisar sublinhá-la a cada quadro.
As escolhas de enquadramento priorizam a perspectiva dos adolescentes, com alturas de câmera e campos de visão que replicam seu ponto de vista. Essa estratégia coloca o espectador lado a lado com Erik, compartilhando a sensação de urgência quando um plano dá errado e a expectativa quando surge uma possibilidade de saída. É um cinema de proximidade, que valoriza o gesto menor e a respiração entre falas tanto quanto o momento de clímax.
Repercussão esperada e relação com escolas e cineclubes
Temas como amizade, sinceridade e pressão social costumam motivar conversas em espaços formativos. Por isso, O Último Episódio tem potencial para circular em sessões escolares e cineclubistas que promovem debates após a exibição. O recorte dos anos 1990 permite cruzar conteúdos de história, comunicação e artes, com discussões sobre hábitos de consumo cultural, memória e dinâmicas de grupo na adolescência. Projetos desse tipo ajudam a prolongar o fôlego do filme para além da primeira semana de cartaz.
Para professores e mediadores, a obra oferece pontos de partida claros: como surgem e se espalham boatos em ambientes com pouco acesso a informação; o papel do desejo de pertencimento nas decisões individuais; a diferença entre admirar alguém e inventar algo para ser notado por essa pessoa. Ao planejar atividades, a trilha assinada por nomes ligados a Belo Horizonte pode servir como gancho para pensar arranjos, instrumentos e como a música reforça ou suaviza emoções em cena.
Linha do tempo: do anúncio ao lançamento
O anúncio da estreia para outubro de 2025 abre a fase final do ciclo de lançamento. Nos próximos meses, é comum que a produção divulgue materiais de bastidores, fotos de cena e trechos da trilha para aquecer a expectativa do público. À medida que a data se aproxima, as redes de cinema devem confirmar as salas da primeira semana, e a campanha publicitária tende a se concentrar em vídeos curtos, com foco na dinâmica de Erik e do grupo de amigos e no mote da “fita rara”.
A estratégia usual prevê um escalonamento: teaser breve, trailer completo, cartazes temáticos e, depois, a bateria de clipes e entrevistas de elenco e direção. Em paralelo, sessões especiais em Minas Gerais antecipam a recepção do público local e geram os primeiros comentários, que alimentam a boca a boca. Com essa engrenagem em curso, o filme chega às salas com público aquecido e com uma rede de curiosos disposta a conferir como a lenda de um “episódio final” vira ponto de partida para um rito de passagem adolescente.
Atualização e crédito
Matéria atualizada em 28/08/2025 às 16h47. Alteração: correção do nome da música “Qualquer Jeito”.
Imagem de capa: Filmes de Plástico.