Maranhão obtém certificação e mira exportação de carne a novos mercados

Maranhão obtém certificação e mira exportação de carne a novos mercados

 

Maranhão Obtém Certificação Internacional de Área Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação

O Maranhão está prestes a receber a certificação internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Este reconhecimento, que será oficializado nesta sexta-feira (6) com a presença do presidente Lula, abre novas perspectivas para a economia do estado, especialmente no setor pecuário. A certificação impulsiona a busca por novos mercados e fortalece o diálogo com frigoríficos, pavimentando o caminho para investimentos e crescimento.

Com o segundo maior rebanho bovino do Nordeste, o Maranhão almeja expandir sua participação no mercado global de carne. A obtenção do status sanitário diferenciado é fruto de um esforço conjunto do governo estadual e dos produtores, que investiram em melhorias na defesa agropecuária. A expectativa é que a certificação impulsione a valorização dos produtos locais e crie novas oportunidades de emprego em todo o estado.

Reunião em Paris Sela Compromisso com Investimentos

Em um encontro estratégico realizado em Paris, o governador Carlos Brandão se reuniu com representantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e lideranças do setor de frigoríficos. O objetivo principal da reunião foi estreitar laços e discutir investimentos que possam ampliar a pecuária maranhense. A proximidade da entrega da certificação internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação criou um ambiente favorável para o debate e a prospecção de negócios.

Durante a reunião, Brandão enfatizou o potencial do Maranhão para se tornar um importante player no mercado internacional de carne. Ele destacou a importância do novo status sanitário para a economia local, ressaltando que a certificação permitirá ao estado vender carne para o mundo todo. O governador também manifestou o interesse em garantir as condições necessárias para que o Maranhão possa exportar sua carne para mercados exigentes como China, Estados Unidos e países da Europa.

Impacto da Certificação na Cadeia Produtiva da Carne

A certificação de área livre de febre aftosa sem vacinação terá um impacto significativo em toda a cadeia produtiva da carne no Maranhão. Produtores rurais, frigoríficos, transportadores e outros agentes envolvidos no setor serão beneficiados com a abertura de novos mercados e a valorização dos produtos locais. A expectativa é que a certificação impulsione o desenvolvimento de novas tecnologias e práticas de produção mais eficientes e sustentáveis.

Marcos Alexandre Domingues, presidente do conselho fiscal da Abiec e dono do frigorífico Iguatemi Foods, destaca que a certificação é um divisor de águas para o estado. Segundo ele, o Maranhão, que antes era exportador de gado vivo, agora poderá exportar carne processada, gerando mais valor agregado e empregos. Domingues também acredita que a futura indústria de etanol de milho, que vai gerar subprodutos para alimentação bovina, fortalecerá ainda mais a cadeia produtiva da carne.

Oportunidades Logísticas no Porto do Itaqui

A infraestrutura logística do Porto do Itaqui, um dos principais portos do Brasil, desempenhará um papel fundamental na estratégia de exportação de carne do Maranhão. O porto oferece uma localização estratégica, calado profundo e equipamentos modernos, o que o torna ideal para o embarque de cargas refrigeradas. A certificação de área livre de febre aftosa sem vacinação abre caminho para a criação de corredores de exportação que aproveitem a estrutura logística do Porto do Itaqui.

Luiz Carlos da Silveira Bueno, do Frigorífico Mercúrio, no Pará, ressalta que o selo internacional elimina riscos e permite investir de forma mais segura no Maranhão. A proximidade do Porto do Itaqui e a disponibilidade de infraestrutura adequada para o transporte de carne refrigerada são fatores que tornam o estado ainda mais atrativo para investidores do setor frigorífico.

Investimentos na Defesa Agropecuária Maranhense

A conquista da certificação internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação é resultado de um esforço contínuo do Governo do Maranhão para fortalecer a defesa agropecuária no estado. Nos últimos anos, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged) recebeu investimentos significativos em infraestrutura, equipamentos e pessoal. A renovação da frota, a reforma de escritórios e o reforço da equipe técnica foram fundamentais para o alcance do reconhecimento sanitário.

A Aged tem desempenhado um papel crucial na fiscalização e no controle sanitário dos rebanhos maranhenses. A agência realiza ações de vigilância epidemiológica, inspeção de produtos de origem animal e vegetal, e educação sanitária. O trabalho da Aged garante a sanidade dos animais e a qualidade dos alimentos produzidos no estado, o que contribui para a segurança alimentar da população e a competitividade dos produtos maranhenses no mercado internacional.

Futuras Perspectivas para a Pecuária Maranhense

A certificação internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação representa um marco para a pecuária maranhense. O novo status sanitário abre caminho para a diversificação da produção, a conquista de novos mercados e a melhoria da renda dos produtores rurais. A expectativa é que a certificação impulsione o desenvolvimento de novas tecnologias e práticas de produção mais eficientes e sustentáveis, o que contribuirá para a competitividade do setor no longo prazo.

O Maranhão possui um grande potencial para se tornar um importante polo de produção de carne de qualidade. O estado conta com um rebanho bovino expressivo, clima favorável à criação de gado e disponibilidade de terras. Com a certificação de área livre de febre aftosa sem vacinação e os investimentos em infraestrutura e tecnologia, o Maranhão está preparado para aproveitar as oportunidades que se abrem no mercado global de carne e consolidar sua posição como um dos principais estados produtores do Brasil.

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